Homossexualidade e Cristianismo - A igreja , a homoafetividade e você. E agora?
Até quem não deseja saber sobre a homossexualidade, termina indiretamente sendo informado sobre
o assunto. Até quem não tem tempo de ler
devido a sua agenda , sempre vê um post
ou outro nas redes sociais. Fato é que
hoje, já não se discute da mesma forma que há 10 anos atrás “dentro” ou
“fora” das igrejas cristãs a homossexualidade. Como sou protestante, observo o que nos ocorre : E se houverem amigos,
parentes e irmãos de
fé homoafetivos? Desde o fim da década de 90 tive que lidar com essa realidade , pois
amigos íntimos e conhecidos assumiram sua homossexualidade e tive que me posicionar como cristão, sobre o assunto.
De lá pra cá , muita coisa mudou . Até
o ano passado tive que tomar posição quanto ao assunto, e passei a mergulhar no
mundo das ideias pró e contra a homossexualidade no âmbito do cristianismo. Houve até quem
acreditasse que eu era o novo
ativista gay cristão , houveram também
aqueles que afirmavam que eu não
compreendi a teologia gay ( inclusiva) na sua essência. Nessa busca , todos acham que você é do contra , principalmente os mais espirituais, aqueles
que defendem sua fé mesmo sem a bíblia
na mão. Não falo pela igreja , não falo
por um grupo . Falo por mim , cristão
convicto da graça de Deus e dos direitos humanos. A investigação sincera é aquela que se despe
de todo conceito pré-existente ou que tenta se aproximar disso. E quem tem a coragem de fazer isso ? Poucos.
Conheci poucas pessoas que entrevistei ( sem saberem que estavam sedo
entrevistados) que não se davam ao
mínimo esforço de ler nada a respeito do assunto. Pessoas inteligentes, maduras
, acadêmicos . No fim , muitos apesar de
serem cristãos , comportaram-se como aqueles
que participam de uma seita onde a
afirmação geral é a que está definitivamente certa , mesmo sem ter lido uma linha a respeito do
assunto, nem que seja no Google. Daí percebi que somente buscarão informação
sobre o assunto quando um filho , um irmão ou um amigo mais íntimo
afirmar : Sou gay.
Claro, não citarei aqui projetos de lei , criminalização da homofobia
, A Nova Família (Pais Homossexuais ) , “cura gay ” , etc.
Simplesmente por que existem muitos textos e matérias online. Poderia citar vários links que você poderia enriquecer seu conhecimento a cerca do
assunto. Entretanto, como sei que você não tem tempo para isso agora , direciono para
o que mais importa ao meu ver . E o que de fato importa ? O que de fato tem
ocorrido nas nossas vidas a cerca desse assunto ? Quando fiz a pergunta acima:
“ E se houverem amigos, parentes
e irmãos de fé homoafetivos? ” Aqui está o problema...
O Dever de Casa – As Igrejas
Rodrigues , Um jovem gay numa Igreja do interior abre seu coração e admite que tem problemas com a homossexualidade . Os líderes da igreja preocupados e despreparados pagam um tratamento psicológico para o rapaz. Ele sempre esteve ali nos trabalhos da igreja. A liderança sempre soube , mas escolheu esperar ... Depois de certo tempo o próprio Conselho da igreja “cobra” dele uma mudança ( devido ao investimento ). Rodrigues então entra em seu quarto , pega a bíblia , liga seu aparelho de som e ouve a música Fera Ferida de Roberto Carlos e chora limpando as lágrimas com as páginas da Bíblia regado por um sentimento de ódio pela igreja e pelo deus representado aqui na terra :
“ Acabei com tudo , escapei com vida...Não vou mudar , esse caso não tem solução. Sou fera ferida no corpo, na alma e no coração... ”
Estava à beira mar, assentado num banquinho e ele contando essa história. Achei interessante e conflitante. Fiquei também preocupado com nossos líderes cristãos. Isso foi em 2007. Por situações como essa, sempre peço a Deus sabedoria quanto a abordar as pessoas sobre sua existência no presente e seu destino no futuro.
Nosso grande desafio como
cristãos é exatamente viver os fundamentos do cristianismo prático. Posso discorrer sobre a Graça, mostrar seus
pontos fundamentais e não saber vivê-la.
Não viver para mim mesmo nem para o meu próximo. Viver a graça para mim no
sentido de conviver com meu caráter pecaminoso e não me sentir desvinculado de Deus por causa disso, dependendo da Graça. Viver a Graça para com meu próximo
no sentido que , de posse desse conhecimento de mim
mesmo, olho para meu semelhante com um olhar de graça e assim
ocorre o pastoreio mútuo , o cuidado mútuo. A pergunta que você deve ter feito
alguma vez foi a seguinte : Em que a
igreja erra quanto a questão da homossexualidade? Acredito que a Igreja verdadeira chamada
invisível composta pelos crentes salvos pela Graça de Deus , essa sim não tem
errado em nada a cerca dos homossexuais , pois é composta de salvos que amam até
seus inimigos. Agora a “igreja”
instituição tem errado em que? Acredito que em quase tudo. Primeiro porque a
igreja instituída é incoerente e esqueceu o que é “Misericórdia quero”.
Existem vários movimentos atuais que sinalizam o esforço das igrejas de retornarem aos moldes da Igreja do primeiro
século em sua função e sentido para a sociedade. Agora o grande problema é que
ser relevante na sociedade do século XXI é entender as demandas atuais ; Conseguinte
o que a igreja não entende por supervalorizar sua Missão e esquecer sua Função. Sua missão é pregar o evangelho ao
homem perdido. Sua função é proporcionar
aos homens atos de misericórdia, pôr o coração na miséria humana ; Glorificando assim a Deus e o mundo sabendo que somos filhos do
altíssimo.
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Sempre tive dificuldade em achar isso, visto
que como o apóstolo Paulo, sempre me enxergo como principal dos pecadores. Não
consigo exercer tal juízo quando a bíblia me diz que todos pecaram. A maldade
brota em todo o coração. Palavras de Jesus. A loucura e a insensatez tem terreno fácil em
qualquer ser humano. Não consigo deixar
de olhar para esses amigos, irmãos e conhecidos , com o olhar de graça ; não de quem está acima deles na espiritualidade e no conhecimento de Cristo ,
mas como aquele que se identifica com a dor do ser . Todos os meus entrevistados
não gostariam de ser o que são, pois afirmam que é algo que não gostariam de
ser. Claro que isso não se aplica aqueles que se tornam militantes. Quanto ao
erro da igreja, falo da liderança enquanto aqueles que se dizem escolhidos por
Deus para anunciar seu reino na terra. Sempre tive temor desse ofício, pois a
responsabilidade de representar Deus como seu ministro é um desafio que a muito
se perdeu o valor e continua a se perder por muitos
pastores e líderes atuais ( bispos , presbíteros , líderes ministeriais, arcebispos,
etc. ) . Acredite , um fariseu não se
conhece pelos seus pecados , mas pela sua santificação. Jesus não teve problema
com o pecado de ninguém , mas com a santificação dos fariseus, foi um problema e grave.
As vezes a “santificação” é um problema , pois frequentemente ela separa não o santo do pecado nem do mundo , mas de outro pecador
: pune , julga , ignora , inibe direitos
, finge sentimentos , obriga mudanças , aterroriza a existência , demoniza ,
separa , causa dor . A verdadeira santificação foge do pecado, mas abraça e
concilia a diferença de pensamentos e de interesses sem perder o foco do que é inegociável . A
santificação é o amor em prática no exercício de conduzir o outro sempre a
olhar para Jesus. Aquele que reconciliou
o mundo com si mesmo pelo seu sangue é humilde em respeitar a liberdade dos
seres humanos a chegarem ao pleno conhecimento da verdade pelo caminho da
sensatez: Sua palavra. Em falar nisso, parábolas
como a do bom samaritano ( LUCAS10:30-35 ) são
ministradas em púlpitos hoje ?
não lembro de ouvir nos últimos 10 anos
por nenhum pastor ou pregador. Nem eu preguei que me lembre...
Nós que somos cristãos temos todo um discurso
chato e caudilhista que Deus odeia o pecado e ama o pecador. Enquanto
na verdade muitos de nós amamos nosso pecado e odiamos o pecador. Odiar seria
simplesmente ignorar a existência do outro. Ontem ele podia até ser meu irmão e
orar comigo, mas se essa pessoa se
desviar do caminho ...A pergunta é
: Nós cristãos sabemos por onde anda
nossos irmãos desviados ou desviandos ? Para Cristo as 99 ovelhas tem o mesmo
valor que uma e esta, mesmo sendo a “pior”
, tem o mesmo valor que as 99 que ficaram no aprisco correndo perigo. Na
verdade a afirmação do Senhor diante disso é :
---- 99 não é 100 ; 1=99
; Tudo ou nada .
Qual o termômetro para isso ? Simples ...Você
que é religioso, quando um irmão assume
uma vida diferente da moral cristã , qual é o seu posicionamento ? Muitos usam as cartas de Paulo que recomenda afastar-se dos que praticam a injustiça ou que
apostatam da fé . Mas sejamos justos, é só ter um pouco de inteligência para interpretar da maneira correta que não se
aplica ao que estamos tratando aqui. Ainda assim , muitos cristãos usam essas
passagens para ignorar os que pensam diferente de sua doutrina; do seu pacote. Deixam inclusive de falar ou
tem por inimigo aquele que assume sua homossexualidade ou então simplesmente
ignora a existência. Esse é o comportamento de muitos irmãos que conheço. Não é retórica. É fato e não relato aqui as exceções por que
o estrago dessa categoria a que me
refiro é grande e meu foco é nosso erro
mesmo.
HOMOSSEXUAIS CRISTÃOS? O OUTRO LADO DA MOEDA.
Então, o termo pode ser dúbio para um evangélico
brasileiro, mas hoje já é comum e normal essa nomenclatura e quem não a aceita
é tido por fundamentalista ou até fariseu. Eu particularmente, posso aceitar
tranquilamente e sem nenhum problema por que na
literatura atualizada confirmamos
a existência de mais de 32
mil seitas cristãs no mundo das mais variadas confissões e credos, e por tal seus participantes são nomeados cristãos. Os
ensinos de Jesus cristo é terreno fácil para a elaboração de várias filosofias
que em suma é o amor ao próximo como máxima para ser declarado cristão ou discípulo de Jesus cristo. Tanto é que uma
pessoa pode ser considerada cristã se simplesmente tem um comportamento nos
moldes de respeito, amor ao próximo e que cultive alguma espiritualidade, não
importando que práticas religiosas sejam e se tais práticas estejam de acordo
com a palavra de Deus. Agora , a grande questão é: Quem encabeça essa teoria por que a faz ? Por
que lutar com tanto esmero para se provar que Deus não só concede, mas aprova
um relacionamento homossexual? O próprio
nome dessa teologia é uma das respostas
: Inclusão. Teologia Inclusiva. Vivemos com a pós-modernidade, com o
cientificismo e a desilusão da esquerda política que chegou ao poder no Brasil
e em várias partes do mundo. A nova
ordem é que ser divino e sobretudo
humano é incluir e tolerar. Por anos, vários grupos da sociedade foram esquecidos como gays ,
mulheres e negros. Seus interesses se
fundem na incoerência da história do povos. Por exemplo , teologicamente nunca fomos tão
tolerantes com a liberdade de se dizer não a
Deus como atualmente. A pregações atuais geralmente são cheias de
nuances que anos atrás não eram nem levadas em consideração. Questões como o
divórcio, conversão , arrependimento , dízimo, disciplina na igreja , sexo no casamento , heterossexualidade e
homossexualidade nunca foram tratadas com tanta sensibilidade por pastores e mestres ao tratar tais assuntos nos
púlpitos . Temas como inferno e juízo divino são evitados por não possuírem uma
boa retórica para aceitação da pluralidade e do
pluralismo. Fora das igrejas nunca se ensinou tanto nas
escolas a respeitar o diferente como
agora. Há uma mobilização invisível pela aceitação do diferente e isso é
tratado como evolução, progresso e algo
indispensável para o desenvolvimento do homem. Este é o terreno atual de
fertilidade a qual a Teologia Inclusiva tem se desenvolvido. De posse desse
terreno a teologia inclusiva já vem lutando a mais de 40 anos no mundo e
algumas poucas décadas no Brasil. Mas o
fato é que em apenas 10 anos as igrejas inclusivas ou como denominamos de “ teologia gay ”, simplesmente cresceram mais de 400% em números de fiéis em sua grande
maioria homossexuais( 95%) .
O crescimento dessas igrejas e da teologia
inclusiva funde-se com novas ordens sociológicas como inclusão e
responsabilidade social , responsabilidade ambiental e com o discurso político
de que devemos cuidar de pessoas . Você deve ter ouvido muito em horário
eleitoral : “ Nós vamos cuidar das
pessoas”. Virou o novo jargão do político brasileiro. Essas premissas são substratos fortíssimos para acusar o
cristianismo histórico como uma religião que não cuida , não aceita , não tolera e que não inclui . A
teologia Inclusiva surge como alternativa de se encaminhar tais pessoas de fato
ao evangelho de Jesus Cristo , pois o verdadeiro evangelho aceita as pessoas
como elas são . E a igreja histórica não o faz . Essa é a alegação de seus
praticantes e defensores. Onde está o equívoco ? Destaco alguns :
1 – Princípio de Seita : Achar que a igreja histórica nunca acertou e
que agora essa “ luz interpretativa ” será a esperança para os “novos gentios”
, assim como foi o evangelho de Jesus pregado para um povo que não era povo no novo testamento. O que ecoa desde
o velho testamento. Essa linha de raciocínio é predominante de centenas de
seitas . A verdadeira “revelação está
conosco” , pois o que a igreja fez e pregou desde os tempos de Jesus até os
dias atuais está equivocado , errado e
injusto. Fica claro o exclusivismo
teológico quando se usurpa uma visão
mais correta do cristianismo. Algumas premissas são interessantes, como em toda
boa seita elaborada para sua própria
manutenção.
2- Nicho religioso e espiritual – Por sempre existir as incoerências e erros em todos os lugares e na igreja cristã não é diferente , o movimento encontra aqueles que precisam exercer seu senso do divino e sua busca pelo criador e a conciliação da sua fé com sua sexualidade. Sempre vão existir aqueles que não vão conseguir se submeter ao crivo da interpretação bíblica tal qual a conhecemos no cristianismo histórico. Logo , uma solução de adequação e conformação à sua sexualidade é muito bem vinda. Sempre vão existir pessoas desiludidas com a igreja ou que não foram aceitas em determinadas comunidades devido a sua conduta ou confissão comprometedora nos parâmetros do cristianismo.
3- Um nova interpretação- Uma releitura da lei e dos evangelhos na tentativa de se aprovar à luz da bíblia , a homoafetividade . Essa questão foi recentemente muito bem abordada pelo Dr. Augustus Nicodemus em seu blog e recomendo a leitura neste link : http://tempora-mores.blogspot.com.br/2013/06/um-engano-chamado-teologia-inclusiva-ou.html . Claro, não irei aqui mencionar passagens bíblicas controversas; não é minha proposta e se alguém o quiser me mande um e-mail que possamos discutir , mas o que se pode claramente afirmar de maneira sincera , justa e humilde é que esse pacote de interpretações das passagens bíblicas que aprovam a homossexualidade no âmbito do cristianismo não passam de uma questão mera interpretativa. As fundamentações são interessantes em alguns questionamentos, mas numa análise mais séria dos originais e dos métodos de interpretação é bem claro o interesse prévio de afirmação e justificação da homossexualidade. A proposta dessa teologia gay é combater a interpretação tal qual conhecemos. Não existe uma proposta de leitura , mas uma releitura do que já vivemos como igreja. Como eu afirmei no inicio , a igreja institucionalizada pode até errar , mas a igreja invisível , triunfante , esta sim, tem incluído e amado e isso de maneira natural.
4- Princípios de interpretação da Bíblia – Para se aprovar a teologia gay , é exaltado o método de interpretação bíblico Histórico-Crítico à reboque da negação da inerrância das escrituras. Por um lado eles criticam o principio de interpretação Histórico-gramatical afirmando que há uma idolatria da Bíblia, mas por outro lado a teologia inclusiva sem o princípio histórico-crítico não sobrevive . É necessário negar alguns princípios para se estabelecer outros. Se o cristianismo histórico idolatra a bíblia com seu ensino da inerrância das escrituras, a teologia gay superestima seus princípios de interpretação também, forçando interpretações com amparo antropológico e funcional para se autojustificar. O cristianismo histórico não idolatra a escritura, apenas a torna coerente em sua interpretação e revelação para a salvação do homem, ainda que confronte e ofenda a alguns. O problema não é a escritura e sua inerrância, mas o estado de pecado e corrupção do gênero humano ao ser confrontado com uma verdade absoluta.
4- Justificativa Social - Muitas igrejas Inclusivas no Rio de Janeiro e São Paulo fazem ótimos trabalhos sociais de retirar pessoas LGBT das ruas . Cuidam dessas pessoas e as recebem nas igrejas como elas são e sem a exigência de mudança de sua imagem exterior seja ela qual for. Existe inclusive uma igreja em São Paulo em que o ministro de louvor é um transexual e o mesmo afirma que numa igreja evangélica normal não seria aceito daquela forma. Esses trabalhos são bonitos e socialmente falando acho até que devem ser feitos. Mas minha afirmação é no âmbito social de proporcionar aceitabilidade e vinculação a alguma ideologia ou sentido para a vida do participante. Mas analisando nos moldes do Evangelho de Jesus Cristo como conhecemos é apenas um belo trabalho como de qualquer seita que realiza boas obras. Isso não determina um paralelismo coerente com uma confissão de fé e prática de cristianismo em sua totalidade e amplitude. O Cristianismo implica em uma série de aspectos e o serviço social não é um fim em si mesmo para que seja aprovado por Deus. Jesus Cristo em todos os seus diálogos registrados não deixou de tocar na necessidade de mudança das pessoas. A Mulher de Samaria, um exemplo de inclusão drástico e inesperado de Jesus , não é convidada sem que seu problema não seja suscitado, trazido à luz. A verdadeira Luz trás à realidade e a inevitabilidade de mudança.
Respondendo agora as perguntas
que fiz e que você ainda não viu as respostas. O fazer quando for alguém
próximo?
0 - Ore , ore muito e quando chegar a conclusão que Deus não o ouviu continue orando.
0 - Ore , ore muito e quando chegar a conclusão que Deus não o ouviu continue orando.
1- Nunca entre no mérito Bíblico ou antropológico . É o pior caminho . Dizer que Deus desaprova e que é pecado ou nojento não é a melhor forma de se ganhar alguém nessa situação, pois antes de você afirmar isso a própria pessoa já o fez a si mesma . O critério da acusação nunca foi usada por Cristo , então não use um método que nem Deus usa. Não faça isso em nome de Deus . Deus não precisa de um advogado ou de um defensor publico . Já basta o Silas Malafaia.
2- Não ignore , ame. O grande desafio é amar sem parecer aprovar o estado do outro. Não tenha esse medo. Ame com um olhar de graça , mas sempre levando à reflexão de maneira amigável e amável. Quando ignoro eu mato, porque aquela pessoa para mim não existe mais. Lembre-se , ele(a) é seu próximo. Muito próximo. Disciplinar em amor é o grande desafio do cristão . Muitos erram por que não conseguem amar e disciplinar ou disciplinam sem amor. Os dois devem andar juntos. Quem sabe o problema seja também para que você seja disciplinado como pessoa no sentido de ter que lidar com a questão e procurar ter um comportamento definitivamente cristão a partir de agora.
3- Informação Bíblica – Leia , debata , busque informações de pessoas experientes e maduras para aconselhamento . A palavra de Deus deve ser sua busca incansável para a manutenção da sua fé e esperança.
Respondendo a pergunta “ Quem
encabeça essa teoria por que a faz ? Por que lutar com tanto esmero para se
provar que Deus não só concede, mas aprova um relacionamento homossexual? ” –
Se formos qualificar a defesa dessa teologia gay e pontuarmos suas alegações , tal
pontuação ficaria bem abaixo comparada com o cristianismo tradicional. A grande
motivação dessa categoria é ser aceito
por Deus como está e permanecer nesse estado-conceito sem a necessidade de mudança. É servir a Deus
feliz. Como se a felicidade fosse o termômetro de aceitação divina. Como se a
felicidade fosse um ouro de tolo ou como nas Crônicas de Nárnia , quando a Rainha
de Gelo oferece a Pedro o justo um doce
falso. É uma profunda necessidade de aceitação sem as
condicionais do padrão de Deus revelado por toda a bíblia de maneira simples e
natural .
Observe que nesse texto, não trouxe praticamente nenhuma referência bíblica para provar ou combater . O que devemos fazer como cristãos é rever nosso posicionamento como Igreja , como sal e luz diante de uma sociedade perdida em todos os sentidos. É a defesa da fé sem perder o foco das pessoas . É saber ganhar o irmão, é saber fazer amigos, é evangelizar, é aceitar o diferente sem comprometer o que cremos. Mas se comprometer, temos a liberdade de dizer não a toda interpretação errônea da bíblia. Por outro lado, é natural e inevitável que em alguns anos as denominações gays cresçam no Brasil, entretanto será encarado como mais uma opção de igreja para um grupo ou nicho, aumentando assim a lista de seitas presentes no Brasil e no mundo.





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