Um dia das mães, Todos os dias dos filhos.
Algumas semanas atrás, duas
apresentadoras de TV brigavam a cerca de afirmações sobre a maternidade. Uma
delas afirmava: “... um filho irá melhorar muito o jeito dela...”. Ter filhos de
fato é um divisor de águas na vida de qualquer pessoa, seja homem ou mulher. Todavia, relacionado às mulheres a
maternidade é uma simbiose entre biologia e sentimentos, redundando em todos os
tipos e variantes que se possa encontrar. Fato que chama atenção é que via de
regra, é manifesto um amor absolutamente altruísta e misericordioso, abraçado a
uma sensibilidade e atenção peculiar que não encontramos facilmente fora da maternidade.
Apesar de escasso no mundo , este tipo de amor encontramos facilmente e de forma
explícita em Deus, apesar de ser chamado de Pai (MT 6:9). Este, na sua infinita graça recebe o filho pródigo
com amor “materno”:
“ E, levantando-se, foi para seu pai; e,
quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e,
correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” Lucas 15:20.
A quem diga que em nossa
sociedade moderna quem deveria correr em direção ao filho seria a mãe. O pai deveria permanecer sisudo, esperando o momento do “sai da minha casa”. Esse amor choca o Israel judaico
e o mundo primitivo de Jesus porque tal manifestação era desonra para um homem
líder de um clã paternalista traído pelo próprio filho . Esse amor que vai , que sofre o
dano, que não dorme enquanto o portão não
faz o barulho de chegada do filho ; esse mesmo tem sua origem em Deus o Pai . Esse
amor que tudo sofre , que sofre sozinho , que é paciente , que mede a febre a
noite toda , que ouve as ideias mais
bizarras e inconcebíveis de um
adolescente . Esse mesmo amor de mãe, é
de difícil assimilação pela mente masculina. O Pai da parábola do filho pródigo
ama como mãe . Ama assim, por que esse
amor que tudo espera é mais encontrado nas mães, do que nos pais de ontem e de hoje.
Esse amor que não julga mas reconcilia . Esse amor que não castiga mas
disciplina , esse mesmo , que não tem nojo de limpar a ferida purulenta , que não
tem nojo de limpar a frauda é
proveniente do Pai das mães :
"Ainda que uma mãe abandone o seu filho,eu contudo,diz o Senhor, não me esquecerei de ti."
(Isaias 49:15)
(Isaias 49:15)
Seitas antigas exaltavam a mulher
por esse traço peculiar, a ponto de tê-las como sacerdotisas representantes do verdadeiro “amor” e “fertilidade”. No ano de 609 D.C a Igreja Católica,
para conciliar esse amor materno com o Deus-
juiz institui o culto a Maria mãe de Jesus.
O homem sempre teve problemas com esse amor.
Prova disso, foram às deusas Afrodite na Grécia, Diana dos efésios, Isis no Egito,
sem falar do nosso contemporâneo movimento feminista, etc. Esse
amor materno, doce, doador da vida é um
problema para nós homens.
Após toda uma história de análises,
cálculos, devaneios e retornos John
Nash na premiação do Nobel de Economia 1994 afirma de maneira profunda:
" Sempre acreditei nos números. Nas equações e na lógica que
levam à razão. E após uma vida toda de buscas, pergunto: o que realmente é a
lógica?" Quem decide a razão? Minha procura me levou através do físico, do
metafísico, do ilusório e da volta. E fiz a descoberta mais importante da minha
carreira. A descoberta mais importante da minha vida. É somente nas misteriosas equações do amor, que
qualquer lógica ou razão pode ser encontrada.”. As variáveis dessa equação emanam de Deus (embora Constante-eterno) e solução final Jesus Cristo como dissecação
do intangível tornando possível e
inteligível o amor codificado.
Por hora fica uma receita de bolo:
Ame profundamente sua mãe a partir de hoje, que não é mais dias das mães. Escrevi hoje por
causa disso. Se já se foi, agradeça a Deus pelos dias que
passaram juntos, mesmo que poucos anos. Seja
homem ou mulher, ame seus parentes e amigos como se fosse a mãe deles; ame sua mãe como se você fosse a mãe dela. Ame
como mãe; ame como Deus Pai.
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